Métrica (Slammed #1) ~ Colleen Hoover

Após a perda inesperada do pai, Layken, de 18 anos, é obrigada a ser o suporte tanto da mãe quanto do irmão mais novo. Por fora, ela parece resiliente e tenaz; por dentro, entretanto, está perdendo as esperanças. Um rapaz transforma tudo isso: o vizinho de 21 anos, que se identifica com a realidade de Layken e parece entendê-la como ninguém. A atração entre os dois é inevitável, mas talvez o destino não esteja pronto para aceitar esse amor.

Métrica (Slammed #1) – Colleen Hoover

 ISBN: 978-85-01-40186-1

Editora: Galera Record

Ano de Lançamento: 2013

Estrelas: 5 de 5

Páginas: 304

Layken, ou simplesmente Lake, acabou de se mudar do calor do Texas para o sempre frio Michigan com sua mãe e seu irmão. Ela não poderia estar menos animada com toda a situação, afinal, além de ter perdido o pai, teve de mudar toda a sua vida. E as coisas só parecem ir de mau a pior, até ela conhecer seu novo vizinho, Will. Logo pode-se perceber que os dois têm alguma conexão, mas, como todo romance, é óbvio que eles não podem ficar juntos.

Eu confesso que a minha primeira reação foi “Por que todo mundo está falando tanto desse livro? Eu já li esse plot antes.”, mas é aí que nós somos apresentados ao slam. O slam é uma competição de poesia, mas interpretado. Muito bem interpretado. E o que vale não é a poesia em si, mas sim as emoções que a pessoa consegue passar para o público. Para isso, a Colleen Hoover usa do negrito e do itálico para montar os poemas. E isso faz toda a diferença. Não temos a descrição do que os personagens estão fazendo enquanto recitam, mas conseguimos entender perfeitamente o que eles sentem só por esses recursos gráficos.

E com o tempo, a história vai se desenvolvendo e quando você percebeu você está chorando com os poemas e com o final da história. Que é surpreendente, aliás. Todo mundo que eu conheço que leu não esperava nada do que aconteceu, e isso foi apenas um dos pontos positivos de Métrica.

A história de Lake Will não é, por mais que possa parecer no começo, mais uma história de amor proibido. Os dois tem muito mais em comum que imaginam, e a relação deles é muito mais que simplesmente um romance. A maneira com que Colleen trabalha isso é incrível. E não é apenas durante os slams que nós podemos sentir a intensidade dos personagens. A escrita dela é fluída e viciante, eu só parei de ler o livro quando ele acabou – e eu admito que comprei Pausa no minuto seguinte.

Slammed com certeza entrou na minha lista de dualogias/trilogias favoritas. É o melhor New Adult que eu já li até hoje e, quando Métrica termina, a autora fecha a história, mas ao mesmo tempo deixa aquele “quero mais” no final da página.

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Tamanho 42 E Pronta Para Arrasar (Os Mistérios de Heather Wells #4) ~ Meg Cabot

Neste quarto volume da série de Heather Wells, a protagonista vai precisar resolver mais um dos mistérios que parecem a perseguir. Tania Trace, a mais nova celebridade teen, está noiva do ex-namorado de Heather, Jordan Cartwright, e os dois ganham um reality show só para eles.

O problema é que Tania resolveu gravar o programa em um dos alojamentos da faculdade de Nova York, mais especificamente aquele onde Heather trabalha, e acidentes suspeitos começam a acontecer. Agora Heather vai precisar descobrir quem está por trás disso antes que algo pior aconteça.

Tamanho 42 E Pronta Para Arrasar (Os Mistérios de Heather Wells #4) – Meg Cabot

 ISBN: 978-85-01-40224-0

Editora: Galera Record

Ano de Lançamento: 2013

Estrelas: 5 de 5

Páginas: 400

Atenção, essa resenha contém spoilers dos livros anteriores.

Falando em Tamanho 42 E Pronta Para Arrasar

Dessa vez, a coisa parece estar feia para Heather Wells. Depois de finalmente se resolver com Cooper, – eles estão noivos! – ela descobre que o Conjunto Residencial Fischer, não apenas o Alojamento da Morte, mas também o lugar em que Heather trabalha, será palco do novo reality show de Tania Trace, a mesma Tania que arruinou seu antigo relacionamento com Jordan, irmão de seu atual noivo.

Para completar, além de lidar com algumas dezenas de adolescentes que ficarão no “Acampamento de Rock Tania Trace”, a presença dela e de Jordan, a bagunça toda da produção e a tentativa de esconder seu noivado, Heather obviamente também tem que lidar com mais um assassinato. Afinal, se não tivesse um assassinato, não seria parte de Os Mistérios de Heather Wells, certo?

Mesmo tendo novamente menos foco na parte da investigação e do mistério, esse é, até agora, o melhor livro da série. O romance e a vida pessoal de Heather são tratados com mais carinho por Meg Cabot nesse livro, trazendo, além de boas risadas, algumas surpresas. A leitura é mais fluída que os últimos volumes, tendo um ritmo mais acelerado mesmo nas cenas mais calmas e que não envolvem ação.

O contato e a relação entre a Heather e a Tania era algo que eu estava bastante ansiosa para ver nesse livro. Nos primeiro volumes, sempre tivemos a protagonista falando de como ela havia terminado o relacionamento dela com Jordan, e eu queria muito ver como ela lidaria com a presença de Tania 24 horas por dia, sete dias por semana. Eu confesso que não foi nada do que eu esperava, o que tornou tudo ainda melhor.

O relacionamento dela com o Cooper foi o único ponto que eu achei que a Meg poderia ter abordado um pouco mais. Eu sempre quis que os dois ficassem juntos e, com o final de Tamanho Não Importa, eu fiquei muito animada para ver como isso se desenrolaria. Acabou que a maior parte da interação entre os dois era ou em relação a Tania ou em relação à proteção de seu noivado.

O próximo livro, The Bride Wore Size 12 foi lançado ano passado nos Estados Unidos, mas até agora não temos nada aqui no Brasil… Agora, resta esperar para saber o que de estranho deverá acontecer no casamento de Heather Cooper.

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Tamanho Não Importa (Os Mistérios de Heather Wells #3) ~ Meg Cabot

A ex estrela do pop Heather Wells não tem do que reclamar: seu pai finalmente vai se mudar do apartamento que ela divide com Cooper; ela arrumou um namorado que quer ajudá-la a emagrecer e as coisas no emprego de inspetora de alojamento na Universidade de Nova York vão… Bem, as coisas por lá continuam esquisitas como sempre.

O Dr. Owen Broucho, diretor interino do alojamento Fischer Hall e seu terceiro chefe em menos de um ano, acaba de ser assassinado. Mais uma vez, Heather precisará usar seus excepcionais talentos de investigação se quiser livrar Sebastian Blumenthal, líder estudantil e principal suspeito do assassinato, de uma acusação aparentemente falsa.

Tamanho Não Importa (Os Mistérios de Heather Wells #3) – Meg Cabot

 ISBN: 978-85-01-08273-2

Editora: Galera Record

Ano de Lançamento: 2011

Estrelas: 4 de 5

Páginas: 334

Atenção, essa resenha contém spoilers dos livros anteriores.

Ainda aproveitando a onda do tema “policial”, trouxe um pouco de Meg Cabot para cá de novo.

Em Tamanho Não Importa, nos encontramos de volta no Conjunto Fischer, que parece estar vivendo um momento de paz depois dos últimos acontecimentos. O novo chefe de Heather, o doutor Owen Broucho parece ser uma pessoa bem normal, tirando sua fixação pelo Garfield e alguns problemas com a ex-mulher. A própria protagonista está tendo uma vida bastante comum: ela parece ter superado a sua paixonite por Cooper, arranjou um namorado – seu professor de matemática, Tad – que, além de tudo, quer ajudá-la a ficar saudável.

Bem, isso tudo até o Dr. Brochuro ser encontrado morto em seu escritório. E, como sempre, Heather acaba se envolvendo para tentar solucionar o crime. Para piorar mais um pouco as coisas, o principal suspeito, Sebastian, é, além de um líder estudantil, a paixonite da colega da protagonista, Sarah. As coisas não poderiam ter piorado tanto de uma hora para outra.

Novamente, Meg Cabot conseguiu me prender em seus livros. Eu confesso que, quando li Tamanho Não Importa, estava passando por uma tremenda “ressaca literária”, e escolhi-o sabendo que seria algo fácil e gostoso de ler. Os Mistérios De Heather Wells é uma série que tem tudo para me fazer gostar do livro: ação, suspense, mistério, comédia e, claro, romance.

O destaque do livro para mim foram, realmente, as cenas de comédia. Heather acaba divagando bastante sobre comida no decorrer da narrativa, ao mesmo tempo em que quer entrar em forma e, seus diálogos com Gavin rendem as melhores risadas. As investigações tiveram uma importância menor nesse livro, mesmo com toda a história girando praticamente em torno do assassinato de Owen.

A vida amorosa da protagonista ganhou um destaque maior. Ela tem que conciliar seu relacionamento com Tad com a convivência diária com Cooper, o trabalho no Conjunto Fischer, suas investigações “clandestinas” e, claro, os problemas que seus companheiros de trabalho desabafam com ela.

O livro, no geral, foi muito bom. É difícil eu não gostar de algo da Meg cof cof, A Rainha da Fofoca, e isso ajuda bastante quando tenho essas ressacas literárias… E, felizmente, a série não acaba por aqui, e isso não poderia me deixar mais ansiosa. O quarto volume da série, Tamanho 42 E Pronta Para Arrasar, já foi lançado aqui no Brasil e a resenha vai estar no blog em breve.

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|Sábado Em Outra Língua| The Land Of Stories: A Grimm Warning (Land Of Stories #3) ~ Chris Colfer

Em Outra Língua é um meme criado pela Giu do Amount of Words.

Conner Bailey thinks his fairy-tale adventures are behind him—until he discovers a mysterious clue left by the famous Brothers Grimm. With help from his classmate Bree and the outlandish Mother Goose, Conner sets off on a mission across Europe to crack a two-hundred-year-old code. Meanwhile, Alex Bailey is training to become the next Fairy Godmother…but her attempts at granting wishes never go as planned. Will she ever be truly ready to lead the Fairy Council? When all signs point to disaster for the Land of Stories, Conner and Alex must join forces with their friends and enemies to save the day. But nothing can prepare them for the coming battle…or for the secret that will change the twins’ lives forever.

The Land of Stories: A Grimm Warning (Land Of Stories #3) – Chris Colfer

 ISBN: 978-0-3164-0681-9

Editora: Little, Brown Books For Young Readers

Ano de Lançamento: 2014

Estrelas: 5 de 5

Páginas: 448

Essa resenha contém spoilers dos livros anteriores

Eu sinceramente vou ter que começar a rever meus critérios de avaliação para as minhas leituras, porque alguns livros estão merecendo mais que cinco estrelas. E The Land Of Stories: A Grimm Warning, é um deles.

No terceiro livro de The Land Of Stories, os gêmeos Conner Alex continuam separados. Ele, vivendo sua vida na Terra, indo à escola e encobrindo o sumiço da irmã, enquanto ela está morando no Fairy Kingdom, treinando para ser nada menos que a próxima Fada Madrinha. E tudo parece estar indo perfeitamente bem para os dois. Os treinamentos da menina não podiam estar indo melhores, embora ainda tenha problemas com alguns feitiços e o menino foi convidado para ir à Alemanha numa cerimônia de abertura de uma capsula do tempo dos irmãos Grimm.

Mas, como sempre, alguma coisa tem que dar errado. A capsula contém três histórias inéditas dos irmãos Grimm, e duas delas, acabam chamando a atenção de uma das colegas de Conner, por serem extremamente parecidas com as dele. No entanto, é a terceira que mais o preocupa. Aliás, nem com um conto se parece, é mais como um aviso. E, pelo jeito, alguma coisa terrível vai acontecer. Enquanto isso, Alex tem apenas uma coisa em mente: seu baile de apresentação que seria o equivalente a uma festa de debutante nossa, e as coisas realmente estão dando certo, até que alguns convidados indesejados aparecem.

Por mais que pouco tempo tenha se passado entre os eventos dos dois livros, os gêmeos mudaram bastante desde The Enchantress Returns. Os dois amadureceram, cada um de sua maneira, e Chris Colfer soube mostrar bem isso durante o livro. E não foram só os personagens que amadureceram, a narrativa está menos infantil. As preocupações dos gêmeos não são mais “coisas de criança”, o foco do livro não é uma aventura no mundo do conto de fadas, os problemas de AlexConner não são problemas de crianças. Além de terem que defender um mundo praticamente por conta própria, eles estão na adolescência, e o autor não esqueceu de mostrar isso, sendo mais sutil em alguns momentos e mais direto em outros.

A escrita de Chris evoluiu bastante desde o primeiro livro. Mesmo tendo uma pegada mais infantil, – por conta até do público ao qual o livro é direcionado – ela é mais dinâmica. O livro engloba um problema principal, mas é recheado de outros problemas que são resolvidos em poucas páginas mas ao mesmo tempo não faz parecer que foi fácil demais, ou que ficou incompleto.

Chris já confirmou que haverá um quarto volume de The Land Of Stories e eu não poderia estar mais animada. A Grimm Warning criou muitos mistérios, mas solucionou apenas alguns deles – obviamente que o maior ficando para as últimas páginas do livro. A quantidade de teorias que já estão rondando a internet é imensa, são tantas possibilidades que a vontade de ter em mãos o próximo livro é inexplicável.

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O Chamado do Cuco ~ Robert Galbraith

Quando uma perturbada modelo despenca para a morte de uma varanda coberta de neve, fica assumido que ela cometera suicídio. Entretanto, seu irmão tem suas dúvidas e telefona um detetive particular, Cormoran Strike, para investigar o caso.

Strike é um veterano de guerra – ferido física e psicologicamente – e sua vida está uma bagunça. O caso lhe fornece uma salvação financeira, porém com um custo pessoal: quanto mais ele se aprofunda no complexo mundo da jovem modelo, mais sombrias as coisas vão se tornando – e mais perto ele fica do terrível perigo… Um elegante e dominante mistério mergulhado na atmosfera de Londres – desde as silenciosas ruas de Mayfair aos bares clandestinos de East End até a agitação de Soho.

O Chamado do Cuco – Robert Galbraith

 ISBN: 978-85-3252-873-5

Editora: Rocco

Ano de Lançamento: 2013

Estrelas: 4 de 5

Páginas: 448

Tenho que confessar: o fato de J. K. Rowling ser Robert Galbraith não interferiu muito na escolha do livro. Tudo bem que, de certa maneira, me fez ficar mais ansiosa para lê-lo, mas eu tenho gostado bastante de histórias envolvendo detetives/espiões/agentes secretos. Além disso, todas as críticas positivas que o livro estava recebendo antes do pseudônimo ser revelado faziam com que O Chamado do Cuco vira-se um de meus queridinhos na lista de leitura.

O livro conta a história de Cormoran Strike, um veterano de guerra que tenta ganhar a vida como detetive particular. Mas não são apenas os negócios que não têm ido bem: além de estar recebendo poucos clientes, seu noivado terminou e ele agora está morando no próprio escritório. Além disso, agora ele tem uma nova assistente, Robin, para bancar. Mesmo que seja apenas por uma semana.

No entanto, a morte de Lula Landry, que aconteceu três meses antes e teve suas investigações finalizadas, ainda assombra seu irmão, John Bristow, que acaba contratando Strike para retomar as investigações, convencido que a morte de sua irmã não foi suicídio. Daí em diante, mesmo sendo contra no começo, o detetive vai falando com seus contatos e com amigos da vítima para conseguir chegar à verdadeira morte de Lula.

A narrativa, por mais que seja um pouco lenta no começo do livro, logo começa a se desenvolver e rapidamente O Chamado do Cuco se torna viciante e praticamente impossível de se largar. A história passa a correr num ritmo bastante acelerado, mesmo tendo poucas cenas de ação. Aquelas em que Strike está “apenas” investigando são por si só bastante diferentes, aprendemos a maneira como ele trabalha e acho que isso é um dos pontos mais altos do livro.

Ao mesmo tempo, conhecemos a vida pessoal do protagonista e também de Robin, que acabou se mostrando muito além de quem eu esperava, ela não é apenas a secretária dele, mas praticamente sua cúmplice.

Sinceramente, o estilo de narrativa em alguns momentos chega a lembrar a de Harry Potter mas, se a informação de que Robert Galbraith e J. K. eram a mesma pessoa, eu jamais suspeitaria. Me senti durante vários momentos presa ao livro, querendo saber o que realmente aconteceu com Lula e, principalmente, como Strike solucionaria o caso.

O segundo livro de Galbraith, The Silkworm, já foi lançado no exterior e a Rocco já confirmou o lançamento para ainda o ano de 2014. Se eu estou ansiosa? Bastante.

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A Casa De Hades (Os Heróis do Olimpo #4) ~ Rick Riordan

Sete meios-sangues responderão ao chamado./Em tempestade ou fogo, o mundo terá acabado./Um juramento a manter como um alento final,/E inimigos com armas às Portas da Morte afinal.

Em frente às Portas da Morte, o ar escureceu e se solidificou… Tártaro abriu os braços. Por todo o vale, milhares de monstros uivaram e rugiram, batendo suas armas e gritando em triunfo. As Portas da Morte estremeceram nas correntes.

Sintam-se honrados, pequenos semideuses, disse o deus das profundezas. Nem mesmo os olimpianos mereceram minha antenção. Mas vocês… Vocês serão destruídos pelo próprio Tártaro!

A Casa De Hades (Os Heróis do Olimpo #4) – Rick Riordan

 ISBN: 978-85-8057-421-0

Editora: Intrínseca

Ano de Lançamento: 2013

Estrelas: 5 de 5

Páginas: 496

Essa resenha contém spoilers dos livros anteriores

Depois da maneira que A Marca de Atena terminou, dizer que eu fiquei bastante ansiosa para ler A Casa de Hades é pouco.

No quarto livro de Os Heróis do Olimpo, seguimos a aventura dos sete semi-deuses e a mais recente adição ao grupo, Nico, em sua tentativa de fechar as Portas da Morte e assim impedir o renascimento de Gaia. Ao mesmo tempo que JasonPiperLeoHazelFrankNico e o treinador Hedge voam pela Europa para chegarem a tempo até a Grécia, PercyAnnabeth tentam fazer o mesmo, acontece que eles dois têm um pequeno problema para lidar: sobreviver ao Tártaro.

E, obviamente, se encontrarem nas Portas da Morte não vai ser uma tarefa muito fácil e pouco arriscada. Como sempre. Monstros não serão os únicos desafios que os meios-sangues enfrentarão em sua jornada. Eles podem acabar sendo até de certa ajuda às vezes…

Embora o foco do livro seja a missão, um dos pontos que merece destaque é a forma com que Rick Riordan trata os relacionamentos dos personagens nesse livro, e não apenas os românticos. Os verdadeiros valores da amizade e confiança são temas bastante frequentes em A Casa de Hades.

Cada momento é crucial no desenvolvimento da trama. Todos os personagens têm e mostram sua importância, mais do que no livro anterior.  Descobrimos mais e mais de cada um e o que podem fazer com o que seus pais lhe deram. As quase 500 páginas voaram nas minhas mãos e, antes que eu percebesse, o livro já tinha terminado e eu começava a sofrer na espera de The Blood Of Olympus.

Rick Riordan me fez rir. Me fez chorar. Me fez sorrir. Me deixou feliz, triste, com bastante raiva. Também me ensinou história e algumas outras coisas que possivelmente me serão úteis no futuro tipo diferenciar popa e proa. Minha relação com ele continua sendo entre amor e ódio, mas não posso negar o que foi A Casa de Hades. Cinco estrelas? Esse entra na lista dos que cinco é pouco…

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A Marca De Atena (Os Heróis do Olimpo #3) ~ Rick Riordan

Há uma lenda antiga que os pretores do Acampamento Júpiter transmitem através dos séculos. Se for verdadeira, pode explicar por que nossos grupos nunca foram capazes de trabalhar juntos. Pode ser a causa de nossa animosidade. Até que essa questão antiga seja finalmente resolvida, assim diz a lenda, romanos e gregos nunca viverão em paz. E a lenda está centrada em Atena… A filha da sabedoria caminha solitária/A Marca de Atena por toda Roma é incendiária/Gêmeos ceifaram o anjo da vida/Que detém a chave para a morte infinita/A ruína dos gigantes se apresenta dourada e pálida/Conquistada por meio da dor de uma prisão tecida.

A Marca De Atena (Os Heróis do Olimpo #3) – Rick Riordan

 ISBN: 978-85-8057-310-7

Editora: Intrínseca

Ano de Lançamento: 2013

Estrelas: 5 de 5

Páginas: 480

Essa resenha contém spoilers dos livros anteriores

Pegue nossos conhecidos Percy Annabeth. Agora, junte com os novatos JasonPiperLeo. Chame ainda os romanos Hazel Frank. Quantos semi-deuses temos? Agora, coloque esses sete dentro de um barco voador junto com um sátiro bastante irresponsável e mande-os em uma missão suicida. Bem vindos a A Marca de Atena.

No terceiro livro de Os Heróis do Olimpo, os sete semi-deuses finalmente estão reunidos. Jason está novamente no Acampamento Júpiter, Percy Annabeth se reencontraram… Tudo parece estar às mil maravilhas, certo? Bem, tirando o fato de que a Profecia dos Sete ainda está acontecendo e houve praticamente uma declaração de guerra entre o Acampamento Meio-Sangue e o Acampamento Júpiter, tudo parece realmente estar correndo bem.

Isso até eles descobrirem que precisam chegar a Roma, que envolve atravessar o Atlântico, algo não muito aconselhável para qualquer semi-deus. Mas, obviamente, eles farão o possível e o impossível para chegarem à Itália e cumprirem sua missão, mesmo que isso envolva algumas divisões de grupos e algumas brigas internas, mas nada que já não seja “padrão” das missões.

Agora sim! Tudo o que faltou para que os dois livros anteriores fossem cinco estrelas está aqui. Rick Riordan trouxe tudo aquilo que nos fez ficar perdidamente apaixonados por Percy Jackson e os Olimpianos para sua nova série. Demorou um pouco, mas, antes tarde do que nunca.

Por mais que seja recheado – e como  – de ação, a leitura é rápida e fluída. Os capítulos com narrações intercaladas não apenas evitam que o livro fique cansativo, mas também mostram muito mais coisas do que teríamos com apenas um narrador. Eu sinceramente não consigo imaginar o livro sem as narrativas da Annabeth e do Leo, especialmente.

Aliás, o que foi a Annabeth nesse livro? Todo mundo já sabia o quão extraordinária ela era, mas, em A Marca de Atena ela mostrou todo o seu potencial e ao que veio. Pelo próprio título do livro, já podemos dizer que ela vai ter uma grande importância no decorrer da história, mas eu não esperava tudo o que foi.

E o Leo? Ah, o que dizer sobre o garoto em chamas? Gente, ele é a alegria do grupo. Não importa o quão ferrado o grupo esteja, o menino sempre consegue tirar algumas risadas não só dos amigos, mas também de quem está lendo. Isso não significa que ele só faz isso. A importância dele também cresce nesse livro e ele se mostra cada vez mais como um dos meus favoritos da série.

Não vou nem comentar sobre o cliffhanger que o Rick deixou no final do livro. Eu só vou dizer que eu praticamente pulei da minha cama em direção à minha estante para pegar A Casa de Hades o mais rápido possível porque, meus deuses, esse terceiro livro foi simplesmente espetacular.

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O Filho de Netuno (Os Heróis do Olimpo #2) ~ Rick Riordan

A vida de Percy Jackson é assim mesmo: uma grande bagunça de deuses e monstros que, na maioria das vezes, acaba em problemas. Filho de Posseidon, o deus do mar, um belo dia Percy desperta sem memória e acaba em um acampamento de heróis que não reconhece. Agarrado à lembrança de uma garota, só tem uma certeza: os dias de jornadas e batalhas não terminaram. Percy e seus novos colegas semideuses vão enfrentar os misteriosos desígnios da Profecia dos Sete. Se falharem, as consequências, é claro, serão desastrosas.

O Filho de Netuno (Os Heróis do Olimpo #2) – Rick Riordan

 ISBN: 978-85-8057-180-6

Editora: Intrínseca

Ano de Lançamento: 2012

Estrelas: 4 de 5

Páginas: 426

Uma das primeiras resenhas que eu coloquei aqui no blog foi a de O Herói Perdido. Mais de dois anos depois, finalmente trago a continuação. E, sinceramente, foi mais do que eu esperava.

Em O Filho de Netuno, voltamos a acompanhar nosso conhecido Percy Jackson por suas aventuras, mas com uma pequena diferença: ele perdeu completamente sua memória. O pouco que lembra de seu passado, envolve a namorada, Annabeth e alguns conhecimentos de luta. Só. Depois de ser perseguido por alguns monstros, ele acaba conhecendo HazelFrank, que estavam guardando as portas do Acampamento Júpiter. O mesmo acampamento de onde Jason Grace desapareceu alguns meses antes.

Depois de salvar uma senhora e Frank, ele é aceito no acampamento romano, mesmo filhos de Netuno não sendo um bom presságio. As coisas logo começam a ficar estranhas, quando os lares (espíritos que vivem em Nova Roma), começam a chamar Percy de graecus, causando algumas suspeitas não apenas a Hazel, mas também à líder do acampamento, Reyna. Entre cumprir sua missão, viajar para terras “proibidas” e derrotar algumas dezenas de monstros, Percy começa a recobrar sua memória.

Todas as pessoas que eu conheço e que leram Os Heróis do Olimpo, falam que O Filho de Netuno é o mais fraco dos quatro lançados até agora. Por isso, fui com minhas expectativas um pouco baixas para o livro e isso acabou sendo algo bom, uma vez que acabei me surpreendendo com o livro muito mais que esperava.

O maior desafio de Rick Riordan nesse livro era unir a mitologia grega que os leitores da série já estão acostumados com a romana, que foi introduzida um pouco bruscamente no livro. No começo, a confusão entre as personalidades gregas e romanas dos deuses foi bastante frequente, mas o livro acabou sendo mais uma grande aula de história e, depois de alguns capítulos, a assimilação entre os deuses já é quase que automática.

O ponto alto de O Filho de Netuno ficou por conta dos momentos de comédia. Mais que em O Herói Perdido, onde temos o comediante Leo, o autor conseguiu encaixar algumas boas risadas tanto antes quanto depois de momentos críticos da trama, deixando a leitura mais leve.

As histórias de Frank Hazel também me impressionaram bastante. Cada um em seu tempo, foi mostrando não apenas a sua importância para a realização da Profecia dos Sete, mas também o que os fazem ser quem são e quem são, de onde vieram e quais as ligações que tem com o Acampamento Júpiter. Eu fiquei bastante empolgada para descobrir mais sobre o passado de Hazel e sobre a família de Frank, embora a maior parte já tenha sido revelada.

Os livros de Rick Riordan acabam sempre sendo uma grande aula de história com uma pitada de comédia e romance e uma boa dose de ação. Que venha A Marca de Atena.

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Contos da Seleção (The Selection Bônus) ~ Kiera Cass

Antes de America Singer ser escolhida para competir na Seleção…

Ela estava apaixonada por um Seis chamado Aspen Leger.

Antes de America Singer chegar ao palácio…

Havia outra garota na vida do Príncipe Maxon.

Contos da Seleção (The Selection Bônus) – Kiera Cass

 ISBN: 978-85-65765-32-9

Editora: Seguinte

Ano de Lançamento: 2014

Estrelas: 5 de 5

Páginas: 264

Contos da Seleção foi lançado pouco tempo antes do livro que fecha a trilogia The Selection. O livro é composto por dois contos, O Príncipe O Guarda, três capítulos de A Escolha e alguns bônus como playlists dos dois primeiros livros e árvores genealógicas de algumas das personagens.

O Príncipe se passa antes da Seleção acontecer, e podemos conhecer a vida de Maxon antes dela começar, vendo sua rotina antes das trinta e cinco garotas chegarem ao palácio. Ele estava bastante nervoso em relação ao programa, receoso de não encontrar o amor entre as selecionadas. Durante a leitura, também podemos ver a primeira reação dele em relação a uma certa ruivinha que conhecemos e amamos.

Já O Guarda se passa durante o segundo livro da trilogia, e é narrado por Aspen, o antigo namorado de America que se tornou guarda dentro do palácio. Podemos ver seus objetivos em entrar no palácio e acabamos descobrindo alguns segredinhos que o Rei Clarkson esconde…

Os dois contos não são muito extensos, mas Kiera fez um trabalho excelente em nos dar esse “bônus” enquanto esperávamos por A Escolha. Os dois mostram uma perspectiva diferente de uma história que já conhecemos, e isso é a melhor coisa que eu poderia pedir. Sempre tem algo a mais que se pode acrescentar a uma história, e o que Kiera nos traz é simplesmente incrível.

Muita gente comentou que se sensibilizou um pouco em relação ao Aspen depois de ler seu conto, mas… Eu continuo tendo minha opinião em relação a ele e acho que nunca vai mudar, não importa o que aconteça.

A autora já anunciou que lançará mais um conto, mostrando um pouco sobre a Rainha Amberly e como foi sua experiência na seleção. Eu não poderia estar mais ansiosa para isso depois de terminar a série.

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A Escolha (The Selection #3) ~ Kiera Cass

Quando foi sorteada para participar da Seleção, America não imaginava que chegaria tão perto da coroa – nem do coração do príncipe Maxon. Com o fim do concurso cada vez mais próximo, e as ameaças rebeldes ao palácio ainda mais devastadoras, ela se dá conta de tudo o que está em risco e do quanto precisará lutar para alcançar o futuro que deseja.

America já fez sua escolha, mas ainda há muitas outras em jogo… Aspen, seu antigo namorado, terá de encarar um futuro longe dela. E Maxon precisa ter certeza dos sentimentos da garota antes de tomar a grande decisão, ou acabará escolhendo outra concorrente.

A Escolha (The Selection #3) – Kiera Cass

 ISBN: 978-85-65765-37-4

Editora: Seguinte

Ano de Lançamento: 2014

Estrelas: 5 de 5

Páginas: 352

Essa resenha contém spoilers dos livros anteriores

Sabe o livro que você começa a ler não querendo que ele acabe mas querendo ler o mais rápido possível para saber como termina? Eu estava exatamente assim com A Escolha e me arrependo de ter lido tão rápido e não ter aproveitado a leitura tanto quanto eu podia.

A minha aventura com o encerramento de The Selection começou antes da minha leitura, quando alguns spoilers do livro caíram na internet e infelizmente chegaram até mim. Por um lado, isso me poupou de um certo vexame na faculdade durante a leitura, mas, por outro, acabei descobrindo o desfecho da trilogia. Isso não tornou de maneira alguma o livro menos interessante, me fazendo duvidar em vários momentos do que tinha lido na internet.

Para fechar a trilogia, voltamos ao palácio de Illéa. America está entre as últimas participantes da Seleção, ela está cada vez mais perto de se tornar a futura rainha de Illéa e, mais importante que isso, a futura espora de Maxon. Acontece que, com a proximidade do fim do programa, ela, Celeste, Kriss e Elise acabam se aproximando, e compartilhando algumas histórias que geram uma das cenas mais descontraídas do livro.

Todo o triângulo entre America, o príncipe e o ex-namorado da ruiva, Aspen, continua sendo um ponto importante no livro. Maxon precisa tomar a decisão de quem será sua esposa, quem vencerá a seleção, e ele deixa bem claro para a protagonista que ele quer que seja ela não apenas durante esse livro, mas durante toda a trilogia. No entanto, as coisas não saem bem da maneira que ele tinha planejado, o que causou a melhor cena de toda a trilogia na minha opinião.

Kiera Cass fechou a trilogia com chave de ouro. Cinco estrelas não é o suficiente para mostrar como eu me sinto em relação a esse livro. Por mais que o final pudesse, sim, parecer óbvio, a maneira como a autora trouxe o desfecho nos faz questionar se estava mesmo tão óbvio.

Com muita emoção, e não apenas boas emoções, A Escolha foi uma leitura rápida e deliciosa, que pode, ou não, ter causado algumas risadas dos amigos que me aturaram lendo durante o dia inteiro na faculdade. Do começo ao fim da trilogia, eu pude aproveitar cada página sabendo que queria mais. E, infelizmente, The Selection chega ao fim com esse livro maravilhoso.

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